Bom, para começar esta postagem, gostaria de dizer que boa parte do que vou escrever foi fundamentada em outros blogs e outros instrumentos de mídia. Mais ainda, não estou me propondo a defender nenhuma tese de doutorado a favor ou contra qualquer um dos lados. Como qualquer outro blogueiro, quero apenas expressar a minha humilde opinião sobre um tema que está me fazendo pensar. Aceito sugestões e críticas construtivas. O que não vai dar para aceitar são viagens de relacionadas a anti-semitismo, racismo, xenofobia e outras agressões.
Bom, começando, estamos há poucos dias do discurso do Mahmoud Abbas, líder da OLP, na ONU. Este vai ser o discurso mais esperado do ano, porque nele o líder dos palestinianos deve pedir o reconhecimento da Palestina como Estado membro pleno da maior organização internacional do mundo. Da mesma forma, o resultado deste pedido é certo, e bem complicado para os palestinos. É público e notório que os Estados Unidos dirão não. E infelizmente eles têm poderes de dar cabo a qualquer discussão que não lhe agrade.
Digo infelizmente por que esse poder de veto que só cinco Estados têm é a maior prova de que de democráticos, os EUA e o resto têm muito pouco.
Qual o impacto disto para o mundo? Oras, tudo indica que os EUA serão o único país, além de Israel, a ir contra a aceitação de um Estado palestino. E isso é um enorme desgaste político e diplomático para os americanos. Principalmente agora com o presidente Barack Obama no poder, que entrou jurando trabalhar para melhorar a imagem dos americanos nos países árabes. E convenhamos, esse veto vai sair bem caro para quem quer a paz e a estabilidade no Oriente Médio...
Mas analisando os efeitos de uma possível aceitação palestiniana, o que esse novo status causaria de impacto real na vida daquele povo?
Infelizmente, nenhum!
- Os palestinianos continuariam confinados em campos de refugiados, em Gaza e na Cisjordânia.
- Qualquer tentativa de ação judicial nas cortes internacionais contra Israel seria solenemente ignorada por aquele governo, uma vez que nenhuma decisão da CIJ é necessariamente vinculante.
- Qualquer negociação para a criação de um Estado propriamente dito a partir daí ficaria mais bem mais complicada do que já é hoje em dia, dadas as hostilidade que aumentariam.
Ambos lados fortaleceriam a desconfiança que sempre houve entre os dois povos. Com efeito, tudo indica que, agora, qualquer que seja o resultado dessa irresponsabilidade palestina, fundamentalismos judeus e islâmicos tenderão a crescer.
Do lado israelense, também quanta complicação! Maldita hora em que Israel avançou sobre o que era a Palestina em 1967... Apesar de possivelmente ter garantido alguma segurança para os judeus, isso não impediu que Israel sofresse retaliações dos vizinhos, nem fez com que fosse mais aceito na região. Será que um Estado judeu realmente esperava ser bem vindo e respeitado naquela região (então) de maioria islâmica?
Naquela época, depois das guerras, talvez não seria melhor mostrar boa vontade e aceitar a volta dos 750.000 palestinianos muçulmanos que acabaram tendo que buscar abrigo em outros Estados vizinhos?
Não pretendo nem opinar sobre a validade de um Estado judeu. Nesse aspecto eu sou meio idealista. Acredito que todos deveriam ter o direito de viver onde quisessem, contanto que respeitassem os costumes locais, pagassem seus impostos e ajudassem manter a ordem. Se a Palestina especificada na Bíblia foi considerada um lar para para os judeus, quem poderia proibir que eles ali habitassem? Mas da mesma forma, considerando a ampla maioria que também estava ali e tinha se convertido ao Islã, quem teria o direito de expulsá-los, recriminá-los ou rebaixá-los?
Sinceramente, eu tenho fortes razões para desconfiar de qualquer Estado que siga plenamente a normativa de um livro ditado por Profetas há tanto tempo, podendo isto se aplicar tanto ao Islã (em maior medida) como ao Judaísmo. Estados assim tendem a ser inflexíveis demais! Esses livros conferem uma legitimidade de atuação às pessoas que no mundo de hoje é muito questionável; e por várias vezes, altamente condenável.
Porque judeus e muçulmanos não podem dividir um mesmo espaço naquela região do planeta?
Na minha opinião, hoje em dia é impossível pensar em paz no Oriente Médio sem uma Palestina verdadeiramente autônoma e livre. Da mesma forma, aceitar e ajudar os palestinianos a conseguir isso seria um belo ato de boa vontade os Israelenses. Ceder à volta dos palestinianos expulsos às suas casas seria importantíssimo para a região inteira. E neste caso, respeitar sob garantias jurídicas as liberdades religiosas dentro de Israel seria imperativo.
Da mesma forma, uma Palestina livre poderia ajudar Israel a ser finalmente reconhecido por todos os seus vizinhos na região. A boa vontade de Israel finalmente tiraria a legitimidade que os fundamentalistas islâmicos clamam encontrar no Alcorão para manter a luta contra os judeus. Essas condições com certeza dariam começo a uma nova era nas relações Judeo-Islâmicas.
Apenas lembrando, talvez o maior dos argumentos islâmicos para manterem a oposição atual contra os judeus é expressada na Alcorão como:
"Constatarás que os piores inimigos dos crentes, entre os humanos, são os judeus e os idólatras..." Al Máida [5:82]
"Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque intriga é mais grave que homicídio..." Al Baqara [2:191]
"Allah vos proíbe apenas entrardes em privacidade com aqueles que cooperam na vossa expulsão. Em verdade, aqueles que entrarem em privacidade com eles serão injustos" Al Mumtahana [60:9)
Ao mesmo tempo, o Alcorão também condena o radicalismo religioso e oferece cordialidade aos judeus ao explicar, por exemplo, que:
"os adeptos do livro não são todos iguais: entre eles há uma comunidade justiceira, cujos membros recitam os versículos de Allah, durante a noite, e se prostram ante o seu Senhor." Ál 'Imram [3:113]
"Allah nada vos proíbe quanto àqueles que não vos combateram pela causa da religião e não vos expulsaram dos vossos lares, nem que lideis com eles com gentileza e equidade, porque Allah aprecia os equitativos" Al Mumtahana [60:8]
"É possível que Allah restitua a cordialidade entre vós e os vossos inimigos, porque Allah é Poderoso e porque Allah é Indulgente, Misericordiosíssimo." Al Mumtahana [60:7]

Paz no Oriente Médio é um sonho distante q nenhum de nós testemunhará. Os países islamicos estao indo na direcao oposta da correta. Eles estao aumentando a influencia da religiao na sociedade em vez de diminuir-la. As novas ideias no oriente medio sao tao velhas quanto o proprio Isla. Sua economia baseada no petrolio so serve no curto prazo, no longo prazo os paises arabes serao tao pobres quanto os africanos. Se continuarem seguindo esse caminho o oriente medio tem tudo para ser dominado nos proximos seculos e sua cultura extinta.
ResponderExcluirNo Brasil a midia é 99% contra israel mas o grande culpado de todas essas crises é o atraso da cultura arabe. E fora isso, mesmo se o estado da palestina for criado isso nao acabara com a guerra pq os paises arabes so ficarao satisfeitos com a completa destruicao de israel.
Bem de direita, hein, Barros... Bom, eu prefiro acreditar que a cordialidade entre judeus e muçulmanos pode ser atingida. Pelo menos no Alcorão existe espaço para isso. Fora isso, a maioria dos países islâmicos hoje em dia tem a economia ferrada por conta de anos de exploração externa e interna (ditadores e afins).
ResponderExcluirAinda assim, acredito que esses países podem melhorar. Um caminho possível pode ser através do incentivo do empreendorismo e da atração de grandes empresas de alta tecnologia, cara. Todo mundo sabe que os árabes são excelentes comerciantes, engenheiros, arquitetos, matemáticos e médicos... Nesse sentido, alguma semelhança com a Índia, por exemplo?
A economia deles é fraca pq a religiao tem uma influencia muito maior do q deveria ter. Assim como o catolicismo na europa na idade media, o isla domina e trava setores chaves da sociedade como o da educacao. Por causa disso, o setor de pesquisa é nulo e eles nao descobriram nd de relevante para a humanidade nos ultimos 600 anos. Para sobreviver eles tem copiado a cultura de outros lugares mais desenvolvidos, pricipalmente depois de 1798. Entao, eles nao tem "a economia ferrada por conta de anos de exploração externa e interna (ditadores e afins)" mas sim porque eles nao entenderam a real funcao da religiao na sociedade e esse erro fez com q eles pagassem com "anos de exploração externa e interna (ditadores e afins)."
ResponderExcluirNao existe saida no curto prazo nem no medio prazo. Se existisse ja teriam achado pq essa guerra n é boa pra ninguem, nem pros judeus, nem pros arabes, muito menos pros eua. A unica saida que eu vejo (como eu ja tinha te falado) é um evento dentro do oriente medio parecido com o Renascimento na cultura europeia. Eles tem q juntar os cacos e se lembrar das coisas q eles faziam bem como: comercio, engenharia, arquitetura, etc. (como vc bem menciono) e comecar a expandir seu setor de educacao e pesquisa novamente. Definitivamente, eu n vejo isso acontecendo nas proximas decadas ou talvez seculos pq estao indo no caminho inverso como eu ja disse. Alem disso, essa mudanca levaria a quebra do isla e efeitos colaterais q meu conhecimento nao me permite imaginar.
Logo, qualquer tentativa de solucao desse problema no curto-medio prazo nao resolverá na minha opiniao.
Bom, isso é verdade, a religião nao devia mesmo ocupar tanto espaço... Mas sei lá, eu acho que seja possível mudar um pouco a lógica de pelo menos parte daquelas economia num médio prazo, cara... A primavera árabe até agora se provou inútil, mas se começar a dar alguns resultados, é bem possível que esses países deem um boom na produção e atração de cérebros...
ResponderExcluirUm renascimento no Islã? Acho altamente improvável. Eles acreditam que o Alcorão é a palavra de Allah no seu estado mais puro, logo não pode ser alterada. Ao contrário da nossa Bíblia, por exemplo, o Alcorão foi escrito enquanto Maomé ainda era vivo, e de uma forma muito mais clara e direta. O impacto disso é, por exemplo, a gente conseguir abstrair algumas coisas da Bíblia e ter mais espaço pra interpretação... Aqui a gente precisa de padres, e talz.. No passado muita coisa era escondida dos Cristãos, muita coisa era mal explicada... E assim foi-se criando espaço para o Renascimento.. Não sou nenhum expert em Alcorão, mas pelo que pude ver, acho que não existe isso da mesma forma no Islã.
Não sei, cara, não sou dono da verdade não, nem nunca fui pra lá pra ver de perto como as coisas funcionam. De todo jeito, nao sei se aquelas economia estao tão fadadas à ruina nao... Pega o Irã, por exemplo: mesmo com tantos anos de sanções, tá lá... Dizem que Tehran é uma cidade bem razoável!
A primavera árabe levará a novos lideres muito piores dos q aqueles q ali estavam. Tudo indica q so entrarao radicais como lideres de governo. Os paises arabes hoje acreditam q a resposta esta no Qu'ran e por isso cada vez mais as leis e a educacao sao baseadas no isla. Kadafi, Assad, etc eram pessimos pros paises arabes mas eram nulos pro ocidente. Os novos lideres, caso Europa/EUA nao se metam no meio, serao terriveis para o ocidente e para os arabes.
ResponderExcluirQuanto ao Qu'ran vc esta errado ate aonde eu sei. O Qu'ran foi escrito em 656a.d. e nem poderia ser antes de 632a.d. pq ele é baseado em mohammed e suas revelacoes.
No isla tb existe espaco pra interpretacao e se chama ijtihad, da uma olhada depois. Fora isso, eles falam q seguem o Qu'ran ao pe da letra mas obviamete é mentira caso contrario ja n existiriam mais arabes no mundo. O uso da burca para mulheres, por exemplo, nem esta no Qu'ran e é um dos maiores simbolos arabes.
Vc n precisa visitar um pais para saber como eles funcionam. Todos sabem q o Oriente Medio é um lugar abominavel. Um dos mais pobres do mundo. O Ira n so é pobre como esta excluido politicamente e tomora bomba na cabeca em breve por causa do seu estupido programa nuclear.
Parabéns Barros!!
ResponderExcluir''Bem de direita'', João, na boa, ser de esquerda é ser bom e de direita é ruim? É isso que a faculdade te ensina? Não quero parecer arrogante, mas infelizmente as faculdades de humanas foram tomadas por esse princípio que ser de direita é ruim!
Israel é a única democracia do Oriente Médio, ou seja, lugar onde existe liberdades individuais, de imprensa, igualdade de Gêneros em lei, enfim, uma sociedade civilizada, um Estado democrático de Direito.
Os judeus tem direito á terra e muitos judeus habitavam aquele território que seria, mais tarde, Israel.
O grande problema é esse: os países árabes e muçulmanos querem a destruição de Israel, pregam a não existência de Israel. Como um Estado vai negociar paz com outro que quer sua destruição?
Essa destruição de Israel está nos discursos, nos Estatutos do Hamas, do Hezbollah, do maluco do Irã.
Quanto a primavera árabe: Primavera árabe porra nenhuma..hehehe. Vai piorar a situação. Derrubaram um governo ditatorial para colocar outro no poder. Tais sociedades que derrubaram governos desconhecem a democracia, e o Estado democrático de Direito. Essas revoltas provavelmente só vão causar mais tumultos na população interna e certamente as Organizações terroristas vão ganhar força.
Encerrando: Em Israel, você pode ser árabe, judeu, cristão, que terá seus direitos fundamentais protegidos. Nas sociedades islâmicas isso é inexistente.
Um abraço
Não, João, não falei nada sobre ser de direita ser bom nem ruim... Acredito que cada um tem a sua opinião, mas que deve ser sempre debatida... No caso de Israel, na minha opinião, o problema da direita é considerar que os palestinos são uma coisa só. Pelo menos ao meu ver, a extrema direita que hoje governa aquele país tende a considerar os ataques terroristas que realmente existem como vindo do "povo palestino", quando na verdade vem de algumas pessoas agindo por conta própria...
ResponderExcluirJoão, nem todo muçulmano quer o fim de Israel. O problema é que, como sempre, os que querem acabam aparecendo mais. Todo mundo defende um Estado Palestino, até mesmo para Israel isso é negociável. Até os Estados Unido, quando o Obama virou presidente, propôs a criação daquele Estado com base nas fronteiras anteriores a 67...
Outra coisa, por que em Israel todo mundo é respeitado e no países árabes não? Sinceramente, acho que é um pouco mais complexo que isso. Há vários exemplos na história que provam que isso é mito. Há radicalismos em ambos lados da fronteira. De qualquer maneira, como eu mesmo disse no meio do texto: eu nao sou simpático a regimes teocráticos; eles simplesmente baseiam o que dizem na palavra de Deus e está tudo certo..
Se puder, da uma olhada nisso, eu acho que está bem neutro (é sobre a minoria judia no Irã): http://www.sephardicstudies.org/iran.html
Desculpa, João, mas você está falando sem conhecimento e está, sim, sendo absolutamente parcial.
ResponderExcluirOs meninos que comentaram anteriormente foram bastante corretos e enfáticos, e concordo com cada letra. Mas contribuo com algum conhecimento histórico para que você possa rever se a causa que você defende, de fato, é legítima.
Você fala demais do Alcorão, mas não menciona nada sobre a Torah ou qualquer um dos livros sagrados do judaísmo. Por quê? Se você parasse um pouco de ler blogs e notícias tendenciosas e procurasse um pouco mais sobre o outro lado, saberia que esse território reivindicado pelos palestinos foi, muito antes, habitado pelos, então, hebreus fugidos da Babilônia. O lugar, então, era inóspito, totalmente deserto. Palestina, inclusive, vem do hebraico! Mas a Torah refere-se a ela como Reino de Israel. Essa chegada foi em 1900 a.c. Houve, no entanto, anos depois, um advento islâmico na região, e Maomé invadiu o território e passou a cobrar impostos dos judeus para que pudessem exercer a sua religião. Foi então que os judeus passaram a emigrar da PALESTINA para o resto do mundo. Os árabes, depois, destruíram nosso templo em Jerusalém e anexaram esse território ao que chamavam Grande Síria, deixando de utilizar o termo PALESTINA. Essa ocupação terminou quando a Turquia perdeu a Primeira Guerra Mundial, e a Grande Síria - que pertencia aos turcos e, além da Palestina, englobava Líbano, Síria e Jordânia - e foi dividida entre França e Inglaterra: a primeira ficando com Síria e Líbano, e a segunda com Jordânia e Palestina.
No seu texto, você faz a seguinte pergunta: "Porque judeus e muçulmanos não podem dividir um mesmo espaço naquela região do planeta?"
Eu respondo: isso já acontece. Já estive em Israel e, na própria Jerusalém - além de em várias outras cidades do país -, os árabes têm seus próprios bairros, onde tudo é escrito no seu idioma, há mesquitas, há comércio, tudo. DENTRO DE ISRAEL! Uma democracia de verdade, um verdadeiro Estado soberano. Eles têm total liberdade religiosa, direitos civis garantidos, empregos etc. Lá, eles têm a liberdade que seus próprios países de origem não provê.
Israel é altamente desenvolvido!!! O índice de alfabetização chega a quase 100%, o IDH é altíssimo, acima da média mundial, ocupando o 15o lugar no ranking do PNUD, alta expectativa de vida, baixa mortalidade infantil, PIB a quase US$220 bilhões, e a renda per capita se aproxima dos US$30 mil.
João Valentim, em defesa do Ibmec e dos estudantes da área de humanas (também faço RI), o pensamento de "direitista ruim, esquerdista bom" não é totalmente disseminado por lá. Está, no entanto e surpreendentemente, angariando alguns adeptos, mas, no geral, e felizmente, ainda é minoria. Admito que é bastante irritante ter que conviver com a crescente pseudo-esquerda juvenil que está ganhando espaço atualmente e que, para a minha infelicidade, parece estar concentrada no Ibmec. Os defensores e real partidários de uma esquerda verdadeira têm o meu total respeito, mas esses infantes que arrotam besteiras sobre a herança de má distribuição de renda, privatização maldita e internacionalização do Brasil advinda do governo FHC, mas que pagam R$2000 por mês de faculdade, R$300 por noite em boate, compram cada lançamento novo de iPod, viajam todos os anos para fazer compras nos EUA "porque no Brasil é muito caro, não vale a pena". não. Eles têm meu absoluto desprezo. O que acho até demais.
Vanessa, a minha parcialidade é pela criação de uma Palestina livre e independente ao lado de Israel, que já é tanto uma coisa como outra e que também deve ser reconhecido por seus vizinhos. Bom, se palestinos e israelenses pudessem, todos, viver numa real democracia em Israel, e nenhuma das partes quisesse um estado religioso, acho que ai tudo estaria resolvido há muito tempo! Mas a partir do momento que há pessoas presas em campos de refugiados, impossibilitados de voltar pra onde moravam, checkpoints, muros dividindo bairros, imensas construções de israel em territórios potencialmente palestinos no futuro, aí eu acho que a paz fica bem complicada...
ResponderExcluirUma democracia de verdade? Bom, pra ser honesto eu nunca fui então não posso falar com tanta propriedade. De qualquer jeito, e nisso você até podia me corrigir, nos documentários recentes que vi, notei que talvez nem seja o governo que desrespeita as diferenças culturais; mas os mais radicais de cada bairro... Enfim, mas como eu nunca fui, nem quero começar a julgar essas coisas.
Quanto aos tempos inóspitos daquela região, sinceramente não domino ano por ano... O que fiz foi ler um livro científico sobre a história de Jerusalém... Sei lá, pelo que li, essa diáspora não aconteceu só nessa época; mas também isso não vem caso, porque também defendo um Estado de Israel ali.
Pessoal, quanto a esse papo de direita e esquerda, não vale nem a pena dar corda para isso... Se defender o estado palestino é ser de esquerda, pode botar EUA, França, Brasil, Venezuela, Irã, Turquia, Portugal, Espanha, TODOS no mesmo saco... Se vocês estavam falando de esquerda (ou pseudo-esquerda) nacional, sinceramente não é bem o tema desse artigo...
Prezados
ResponderExcluirNão costumo dar meu parecer em blogs sobre assuntos que objetivam discutir o sexo dos anjos, mas perante a colocação da Vanessa, senti-me impelido à participar.
Se o João Pedro foi parcial, você também foi Vanessa, aliás, muito mais do que ele. Falar que Israel é um exemplo de democracia foi exagerado, especialmente quando você usa como argumento bairros separados para árabes. Apartheid religioso não me parece nem um pouco democrático.
É notória a vontade de Israel de eliminar os árabes que não concordam com os ditames da moral judaico-cristã. O estado Judeu só não o faz pelos constrangimentos externos e pelas pressões internas de alguns que ainda mantém a imparcialidade na política nacional.
Mas Israel não é o demônio, muito pelo contrário. As nações árabes demonizam da mesma forma a existência de um enclave ocidentalista no meio do Oriente-médio. É sabido que grupos extremistas financiados pelos Estados vizinhos, alvejam Israel como matilhas de cães raivosos, que atacam de forma ilegítima, covarde.
Os objetivos da nação árabe não são uniformes. Não se pode dizer que Irã e Arábia Saudita, por exemplo, querem as mesmas coisas quando se pensa na intervenção do ocidente no centro do mundo antigo. Falo de intervenção porque Israel, em última instância, é uma forma de controlar uma nação selvagem aos olhos das potências contemporâneas. Assim sendo, mencionar "o povo árabe" nessa discussão não só é incabível como também é preconceituoso. A questão entre Israel e Palestina é de caráter geopolítico apenas, não podemos confundir isso.
Se há uma solução para o problema? Creio que sim, mas não como pensam. Israel jamais poderia conviver com um Estado palestino como vizinho. Não se destrói anos de inimizade com uma decisão da ONU. O que eu sugiro é que, assim como depois de 1945 foi criado um território Judeu por doação da Inglaterra, um dos "valiosos" aliados dos movimentos extremistas palestinos, doassem também terras para uma população sem lar. Ao meu ver, a "diáspora árabe" seria a única forma de dirimir um conflito que se arrasta cada vez mais em direção ao debelácio.
Antonio, não podia concordar mais! Só um problema: uma diáspora palestina maior ainda seria um mega problema para Israel. Uma solução como essa faria com que todos os países ao lado continuassem sem reconhecer Israel, faria com que grupos extremistas muçulmanos crescerem e aí, então, Israel não teria nenhuma forma de controle!
ResponderExcluirPessoal, eles realmente precisam fazer esse plano de vizinhança dar certo... Agora, como? Está ai a resposta que nenhum Prêmio Nobel conseguiu dar ainda... A negociação é complexa demais!
Mas eu nunca disse que seria imparcial ou que não defenderia um dos lados. E a distribuição religiosa de bairros não é algo administrado pelo governo, mas vem da disposição de ocupação de cada um dos segmentos. Os árabes ficam juntos entre eles porque é, claro, muito mais conveniente, Assim como acontece com a Igreja Ortodoxa e com os cristãos que também vivem em Israel. Não é uma segregação imposta através de medidas estatais, mas natural, como tantas "Chinatowns" e semelhantes que existem ao redor do mundo.
ResponderExcluirJoão, a paz fica complicada quando os fundamentalistas islâmicos pegam em armas, doutrinam a população, atentam contra a vida de civis e todas as outras atrocidades que cometem. Não estou dizendo que fundamentalistas judeus são melhores, mas, decididamente, não saem por aí se explodindo ou explodindo os outros. Reforçando: fundamentalistas judeus NÃO têm mais razão do que eles, ou estão mais corretos. Acho que o fundamentalismo não leva a nada.
Independente das medidas que forem tomadas ou das concessões que forem feitas, a paz no Oriente Médio é inalcançável, pelo menos no nosso tempo de vida. Deve haver uma renovação do pensamento de massa nos países árabes, em que as crianças não sejam ensinadas dentro das escolas a odiar judeus e acabar conosco, ou que os governos não sejam regidos por religiosos radicais, teologias ou ditadores, enfim... Não está em nossas mãos.
É mesmo MUITO complexo, João. Tenho pena daqueles encarregados de acharem maneiras de articular tudo isso... O envelhecimento deve ser acelerado e o nível de estresse, surreal.
ResponderExcluirMas, acredite, a criação de um Estado Palestino JAMAIS auxiliará no reconhecimento do Estado de Israel por parte dos outros países árabes. Mas, assim, J-A-M-A-I-S.
Ok. Isso não dá pra discutir. Eu acredito na possibilidade de Paz e não acredito nessa perversidade muçulmana que nós, judeus e cristão, tendemos a acreditar que existe.
ResponderExcluirJudeus falam que muçulmanos aprendem desde cedo a odiar judeus. Ao mesmo tempo, todo mundo aprende desde o 11/09 a desconfiar dos muçulmanos e, de certo modo, a odiá-los. A gente tem que fazer alguma coisa para parar esse ciclo!
Enfim, sinceramente, eu acho que deixar os palestinos trancados em Gaza e na Cisjordania para sempre não pode ser uma opção. Ou Israel arruma uma maneira de integrar aquele pessoal aos israelenses, abandona a ideia de se tornar um Estado Judeu e dá um status de "cidadãos plenos" para todo mundo ali; ou então que lhes deem um pedaço de terra para que os palestinos possam seguir a vida em paz e com mais dignidade. A, e claro, e que lhes permitam acesso livre aos lugares sagrados deles.
Não acredito na perversidade muçulmana. Pelo contrário! Acho que o ocidente tem o péssimo hábito de se meter onde não é chamado, e distorcer e generalizar informações cruciais para a construção do pensamento de massa.
ResponderExcluirTenho consciência de que o terrorismo é apenas praticado pelos radicais, os fundamentalistas, que representam uma parcela relativamente pequena da população muçulmana.
E tampouco sou contra a criação de um Estado Palestino. Acredito que se nós, judeus, temos direito ao nosso, sim, eles também têm ao deles. Mas não da forma que pedem. A Jerusalém oriental que eles tanto reivindicam uma vez lhes foi oferecida, à época da criação do Estado de Israel, e eles recusaram e preferiram ficar sem, porque não queriam dividir conosco. Portanto, não acho que devam fazer muitas exigências agora.
Se tanta é a necessidade de um Estado oficial, a Irmandade Muçulmana é compostas por Estados cujos territórios são enormes! Cedam eles um pouco de terra à causa que tanto apoiam e defendem. Se é uma questão de vida ou morte, e não apenas de birra e provocação, eles aceitarão.